Inteligência de mercado

Análise Mensal Qanto

Todo mês a Qanto lê o mercado da construção civil brasileira em 5 dimensões, com nota de 1 a 10, e explica em linguagem clara o que muda para quem constrói, orça ou compra.

Edição atual · Agosto de 2026

Custo de construir acelera em agosto, ignorando deflação geral

O custo da construção subiu 0,88% em agosto, impulsionado pela mão de obra, que acumula alta de 8,88% em 12 meses. Enquanto o crédito imobiliário segue aquecido, com R$ 93,7 bilhões concedidos no 1º semestre, o setor enfrenta o desafio de margens pressionadas e um PIB setorial que recuou 0,4% no segundo trimestre.

Termômetros Qanto do mês

Custo de construir

3/10

CUB nacional subiu 0,88% em agosto, acelerando pelo segundo mês consecutivo.

Crédito imobiliário

9/10

SBPE somou R$ 93,7 bilhões no 1º semestre, alta de 29% frente a 2025.

Vendas e lançamentos

9/10

Vendas cresceram 5,3% no 2º trimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025.

Cenário macro

6/10

IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, a mais intensa em quatro anos.

Mão de obra

3/10

Custo da mão de obra pelo SINAPI subiu 8,88% em 12 meses, pressionando o setor.

Ler a análise completa

Série histórica

Evolução dos Termômetros Qanto

Como cada dimensão do mercado se comportou ao longo das edições publicadas.

mar/26abr/26mai/26jun/26jul/26ago/260246810
  • Custo
  • Crédito
  • Mercado
  • Macro
  • Mão de obra

Acervo

Edições anteriores

Julho de 2026

Crédito recorde e atacado em queda: o momento da construção em julho

O custo da construção desacelerou com quatro índices em baixa e insumos como a Cal Hidratada recuando 2,98%. O crédito imobiliário atingiu R$ 1 trilhão na carteira da Caixa, impulsionado pela Selic em 14,25%. Contudo, a confiança empresarial permanece retraída, com o ICEI caindo para 45,6 pontos em um cenário de divergência setorial.

49954
8 min de leituraLer edição

Junho de 2026

Mão de obra dispara e pressiona custos da construção em junho

O custo da construção acelerou devido à mão de obra, enquanto o esperado choque nos preços dos materiais não se concretizou. Apesar do terceiro corte consecutivo na Selic para 14,25%, o crédito habitacional segue lento. A inflação recuou e o PIB foi revisado para cima, mas a confiança setorial permanece dividida.

28864
9 min de leituraLer edição

Maio de 2026

Custos em trégua, mas cautela freia setor: o cenário de maio

Em maio de 2026, os índices de preços da construção desaceleraram, com o CUB registrando alta real contida de 0,79%. Apesar do alívio nos custos, a CBIC reduziu a projeção de crescimento do PIB setorial para 1,2% ao ano, refletindo a cautela do setor diante de juros persistentes em 14,50% e um mercado de trabalho com sinais mistos.

39946
10 min de leituraLer edição

Abril de 2026

Crédito recorde e custo em alta: o paradoxo da construção em abril

Abril de 2026 consolidou um cenário dicotômico: enquanto o custo de construir acelerou com o salto no preço do cimento e dos índices FGV, o crédito habitacional atingiu patamares recordes via FGTS e MCMV. Mesmo com a queda da Selic para 14,50% e o forte ritmo de contratações, o setor revisou projeções de crescimento para baixo.

29966
10 min de leituraLer edição

Março de 2026

Crédito em alta e custos em alerta: o paradoxo de março de 2026

Março marcou sinais opostos no setor com o corte da Selic e recorde de crédito imobiliário pela Caixa, enquanto o custo de construção avançou pelo terceiro mês seguido. A pressão externa sobre insumos derivados de petróleo e a alta da areia desafiam o planejamento financeiro das obras em um cenário de confiança em recuperação.

48876
8 min de leituraLer edição